terça-feira, 13 de abril de 2010

Good Love Is On The Way


"(...) Good to go for wherever I'm needed
Bags are packed and I'm
Down by the door (...)"

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Álvaro de Campos - Outro Poema

Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
Aquele homem mal vestido, pedinte por profissão que se lhe vê na cara,
Que simpatiza comigo e eu simpatizo com ele;
E reciprocamente, num gesto largo, transbordante, dei-lhe tudo quanto tinha
(Excepto, naturalmente, o que estava na algibeira onde trago mais dinheiro:
Não sou parvo nem romancista russo, aplicado,
E romantismo, sim, mas devagar...).
Sinto uma imensa simpatia por essa gente toda,
Sobretudo quando não merece simpatia.
Sim, eu sou também vadio e pedinte,
E sou-o também por minha culpa.
Ser vadio e pedinte não é ser vadio e pedinte:
É estar ao lado da escala social,
É não ser adaptável às normas da vida,
Às normas reais ou sentimentais da vida -
Não ser Juiz do Supremo, empregado certo, prostituta,
Não ser pobre a valer, operário explorado,
Não ser doente de uma doença incurável,
Não ser sedento da justiça, ou capitão de cavalaria,
Não ser, enfim, aquelas pessoas sociais dos novelistas
Que se fartam de letras porque têm razão para chorar lagrimas,
E se revoltam contra a vida social porque têm razão para isso supor.

Não: tudo menos ter razão!
Tudo menos importar-me com a humanidade!
Tudo menos ceder ao humanitarismo!
De que serve uma sensação se ha uma razão exterior para ela?

Sim, ser vadio e pedinte, como eu sou,
Não é ser vadio e pedinte, o que é corrente:
É ser isolado na alma, e isso é que é ser vadio,
É ter que pedir aos dias que passem, e nos deixem, e isso é que é ser pedinte.

Tudo o mais é estúpido como um Dostoiévski ou um Gorki.
Tudo o mais é ter fome ou não ter o que vestir.
E, mesmo que isso aconteça, isso acontece a tanta gente
Que nem vale a pena ter pena da gente a quem isso acontece.

Sou vadio e pedinte a valer, isto é, no sentido translato,
E estou-me rebolando numa grande caridade por mim.

Coitado do Álvaro de Campos!
Tão isolado na vida! Tão deprimido nas sensações!
Coitado dele, enfiado na poltrona da sua melancolia!
Coitado dele, que com lágrimas (autênticas) nos olhos,
Deu hoje, num gesto largo, liberal e moscovita,
Tudo quanto tinha, na algibeira em que tinha pouco
Àquele pobre que não era pobre, que tinha olhos tristes por profissão.

Coitado do Álvaro de Campos, com quem ninguém se importa!
Coitado dele que tem tanta pena de si mesmo!

E, sim, coitado dele!
Mais coitado dele que de muitos, que são vadios e vadiam,
Que são pedintes e pedem,
Porque a alma humana é um abismo.

Eu é que sei. Coitado dele!
Que bom poder-me revoltar num comício dentro da minha alma!

Mas até nem parvo sou!
Nem tenho a defesa de poder ter opiniões sociais.
Não tenho, mesmo, defesa nenhuma: sou lúcido.

Não me queiram converter a convicção: sou lúcido!

Já disse: sou lúcido.
Nada de estéticas com coração: sou lúcido.
Merda! Sou lúcido.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

+1 Inimigo Público

http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Jota apanhado na noite brasileira

Mapa Mundo

Alguem me oferece um destes?


Pa decorar aquela divisão da minha futura mansão que será respeitante a viagens...
tem medidas de 73" x 48" ptt ainda faz uma bela parede...


Gonçalo sê rico para me dares presentes assim sff
Eu, por exemplo, se tivesse agora uns 50eur a mais, seria bue romantico para voces e enviar-vos-ia um mapa da Ásia a cada um;)
sabe-se la porquê..

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Carrom

Segundo a tradição já nos tempos dos faraós jogava-se um jogo de tabuleiro com buracos. Em diferentes relatos históricos, entre outros no do filósofo grego Anarcasio, é descrito um jogo parecido com o actual Carrom. Posteriormente, este jogo teria passado, através da Etiópia e do Iemen, para a India. Ainda hoje em dia joga-se no Iemen um jogo denominado de Kairam.


Wolfgang Amadeus Mozart - ComponistaForam os portuguesas que, já no século XVII, introduziram esse jogo na Europa. O jogo de Carrom jogou-se com assiduidade nas cortes reais europeias e teve até no célebre Mozart um fervoroso adepto. Porém, o jogo caiu depois no esquecimento.


Actualmente o jogo encontra-se largamente difundido na Ásia inteira e recomeça a sua penetração na Europa.