quinta-feira, 4 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
OS SINAIS DE QUE JÁ NÃO ESTÁS NA FACULDADE:
2. Há mais comida do que cerveja no frigorífico;
3. 6:00 da manhã é a hora a que acordas, e não a hora a que vais dormir;
4. Ouves a tua música preferida num elevador;
5. Andas c/ guarda-chuva e dás a maior importância à previsão do tempo;
6. Os teus amigos casam-se e divorciam-se em vez de andarem e acabarem;
7. As tuas férias passam de 130 para 26 dias por ano;
8. Calças de ganga e sweet não são consideradas roupa;
9. Chamas a polícia porque o jovem vizinho não sabe como baixar o som;
10. Deixas de saber a que horas os snack-bars fecham;
11. Dormir no sofá dá-te uma puta de dor nas costas;
12. Nunca mais dormiste do meio-dia às 6h da tarde durante a semana;
13. Vais a farmácia comprar um remédio para a dor de cabeça e antiácidos em vez de preservativos e testes de gravidez;
14. Tomas o pequeno-almoço à hora própria;
15. Mais de 90% do tempo que passas em frente ao computador estás a trabalhar;
16. Não bebes sozinho em casa, antes de sair, para economizar dinheiro p/anoitada;
17. E o mais importante... Não tens tempo sequer de ler este e-mail e aproveitar para passá-lo aos teus velhos amigos, para que eles se lembrem que também estão velhos e os bons tempos da faculdade já eram...
O TEMPO PASSA DEPRESSA DEMAIS!!!
Saudações colegas universitários
COISAS QUE DEVES SABER ANTES DE ENTRAR NA FACULDADE
2. Vais mudar completamente e nem vais notar;
3. Podes amar várias pessoas de maneiras diferentes;
4. Estudantes Universitários também mandam aviões de papel durante as aulas;
5. Só vais conhecer alguns dos professores no dia do exame;
6. Cada relógio do prédio tem uma hora diferente;
7. Se eras inteligente no secundário... a inteligência deve ter ficado por lá;
8. Não importa tudo o que prometeste quando passaste no exame, vais às festas da faculdade, mesmo que sejam na noite anterior à prova final;
9. Podes saber a matéria toda e a prova correr-te mal;
10. Podes não saber nada da matéria e tirar dez;
11. A tua casa é o ultimo lugar para visitar;
12. A maior parte do conhecimento que adquires é fora das aulas;
13. Se nunca bebeste, vais beber;
14. Se nunca fumaste, vais fumar;
;15. Se nunca fodeste, vais foder';
16. Se não fizeres nada disto durante a faculdade, não o farás nunca mais na vida, a não ser que andes de novo na faculdade;
17. Vais tornar-te numa daquelas pessoas que os teus pais te dizem para não conhecer;
18. Psicologia é na verdade Biologia;
19. Biologia é na verdade Química;
20. Química é na verdade Física;
21. Física é na verdade Matemática;
22. Matemática continua a ser uma merda;
23. Ou seja: mesmo depois d'anos de estudo, não vais saber nada e vais acabar o curso a pensar que não estás preparado;
24. Vais descobrir que depressão, solidão e tristeza não são coisas de quem não tem nada para fazer;
25. Vais prometer sempre que no próximo semestre estudas mais, prestas mais atenção às aulas e vais a menos festas, mas vai acontecer sempre o contrário;
26. Ter um zero é normal;
27. As únicas coisas que compensam na faculdade são os amigos que vais fazer;
28. Não verás a hora de terminar a faculdade;
29. E quando acabar, perceberás que foi a melhor época da tua vida
Pessoas Vulgares
"Há pessoas de quem é difícil dizer alguma coisa que as apresente definitivamente e na íntegra, no seu aspecto mais típico e característico; são as pessoas comummente chamadas «normais», ou a «maioria», e que constituem, de facto, a enorme maioria de qualquer sociedade. Os escritores, nos seus romances e contos, tentaram na maior parte dos casos recorrer aos tipos sociais e apresentá-los em imagens e moldes característicos – tipos esses que na realidade raramente se encontram no seu estado puro, mas que, apesar disso, quase parecem mais reais do que a própria realidade. (...)
Mesmo assim, ainda continua erguida diante de nós a questão: o que deve o romancista fazer com a gente vulgar, com as pessoas perfeitamente «normais», e como pode apresentá-las ao leitor de maneira a que tais pessoas se tornem, pelo menos, um pouquinho interessantes? Passar-lhes ao lado, na narração, é de todo impossível, porque as pessoas vulgares são, a cada momento e na maioria dos casos, um elo necessário na cadeia dos acontecimentos quotidianos; portanto, ao contorná-las, estaríamos a violar a verosimilhança. Preencher os romances apenas com figuras típicas ou até, em prol do factor interesse, simplesmente com pessoas esquisitas e fantásticas, seria inverosímil e, talvez, nada interessante. A nosso ver, o escritor deve tentar encontrar traços interessantes e didácticos mesmo entre a gente vulgar. Ora, quando a própria essência de algumas personagens vulgares consiste precisamente na sua vulgaridade permanente e imutável, ou, o que já é melhor, quando, apesar dos extraordinários esforços destas personagens no sentido de saírem a todo o custo da linha da vulgaridade e rotina, acabam por ficar imutável e permanentemente na mesma rotina, então estas personagens ganham, no seu género, uma certa tipificação – a tipificação da vulgaridade que de modo nenhum aceita ficar tal como é e, custe o que custar, deseja tornar-se original e independente, sem, no entanto, possuir os meios mínimos necessários para a independência."
Excerto d'O Idiota encurtado por falta de paciência e tempo para passar a computador